{"id":1623,"date":"2022-10-25T23:29:55","date_gmt":"2022-10-26T02:29:55","guid":{"rendered":"http:\/\/alterjor.webhostusp.sti.usp.br\/?p=1623"},"modified":"2022-12-08T12:38:25","modified_gmt":"2022-12-08T15:38:25","slug":"latinidade_-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alterjor.eca.usp.br\/?p=1623","title":{"rendered":"Latinidade_"},"content":{"rendered":"<p>A ideia de latinidade (re)considera o hibridismo cultural, em uma perspectiva decolonial. S\u00e3o substratos de enunciados que, estrategicamente, expressam a condi\u00e7\u00e3o adaptativa do sujeito na Am\u00e9rica Latina. A voz latina reverbera entornos dos povos origin\u00e1rios, compreendidos como aqueles que j\u00e1 pertencem \u00e0 essa terra. Portanto, s\u00e3o discursos recorrentes de uma latinidade capaz de constituir representatividade e valor.<\/p>\n<p>Recebi um convite para participar das comemora\u00e7\u00f5es o <em>Latin Month<\/em> 2022, na State University of New York \u2013 SUNY. Foi uma oportunidade para desenvolver parte do meu projeto criativo como artista visual e pesquisador. Ent\u00e3o, ofereci um workshop criativo para trabalhar com estudantes e docentes a obra <em>afroqueer_<\/em>.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1624\" src=\"http:\/\/alterjor.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/will-216x300.jpg\" alt=\"\" width=\"216\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/alterjor.eca.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/will-216x300.jpg 216w, https:\/\/alterjor.eca.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/will.jpg 337w\" sizes=\"auto, (max-width: 216px) 100vw, 216px\" \/><\/p>\n<p>A no\u00e7\u00e3o de sujeito latino se estende por alternativas capazes de elencar, paradoxalmente sua pluralidade, bem como a ideia de totem. Ou seja, trata-se de uma figura que ocupa um territ\u00f3rio espacial elevado pelas suas caracter\u00edsticas singulares como eixo contempor\u00e2neo. Essa uma figura tot\u00eamica representa a pot\u00eancia resiliente de diversas ra\u00edzes culturais\/\u00e9tnicas da Am\u00e9rica Latina. Gente americana.<\/p>\n<p>No sobressalto de cores e formas vibrantes, diversas cita\u00e7\u00f5es entrecruzam esse ser\/estar afrodescendente, ind\u00edgena, queer, ao contextualizar a diversidade de g\u00eanero, etnia-ra\u00e7a e classe. A mesti\u00e7agem (re)equaciona e desenha tal <em>persona latina<\/em>.<\/p>\n<p>Nesta obra, a diversidade refor\u00e7a um car\u00e1ter plural que amplia a experi\u00eancia po\u00e9tica, ainda que o resultado rejeite qualquer alegoria. A partir de refer\u00eancias paradoxais, emergem os \u00edcones pol\u00eamicos no uso da barba, como exemplo de identidade n\u00e3o-bin\u00e1ria: a drag queen brasileira Ohana entre outras.<\/p>\n<p>A plumagem na cabe\u00e7a do personagem sa\u00fada nossa heran\u00e7a ind\u00edgena: cabocla, cai\u00e7ara, caipira. E a refer\u00eancia da ancestralidade afrodescendente est\u00e1 nos l\u00e1bios vermelhos, em formato de cora\u00e7\u00e3o, com seu olho grande. Isso aquece a docilidade voraz e seduz. Enquanto a face circular representa o globo, o tri\u00e2ngulo da sociologia representa um corpo geom\u00e9trico multicolorido: o que assemelha \u00e0 est\u00e1tua da liberdade, em Manhattan. Al\u00e9m disso, o triunfo da vit\u00f3ria com a met\u00e1fora da coroa est\u00e1 no galho verde perto da orelha do brinco de ouro, disposto graficamente de forma irregular.<\/p>\n<p>* <em>Wilton Garcia \u00e9 artista visual, doutor em Comunica\u00e7\u00e3o pela USP, p\u00f3s-Doutor em Multimeios pela Unicamp e professor da Fatec Itaquaquecetuba\/SP. Acesse: https:\/\/wiltongarcia.com.br\/<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ideia de latinidade (re)considera o hibridismo cultural, em uma perspectiva decolonial. 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