{"id":1706,"date":"2022-12-23T00:11:43","date_gmt":"2022-12-23T03:11:43","guid":{"rendered":"http:\/\/alterjor.webhostusp.sti.usp.br\/?p=1706"},"modified":"2023-01-06T11:28:56","modified_gmt":"2023-01-06T14:28:56","slug":"tempo-de-esperanca-para-o-meio-ambiente-e-para-o-jornalismo-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alterjor.eca.usp.br\/?p=1706","title":{"rendered":"Tempo de esperan\u00e7a para o meio ambiente e para o Jornalismo ambiental"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1559 aligncenter\" src=\"http:\/\/alterjor.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/ANDREIA-300x165.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"165\" \/><\/p>\n<p><em>A responsabilidade social do Jornalismo ambiental<\/em><\/p>\n<p>O Jornalismo tem como uma de suas bases mais importantes o compromisso com o interesse p\u00fablico e no caso do Jornalismo ambiental, essa quest\u00e3o \u00e9 ainda mais intensa, uma vez que cabe a essa editoria pesquisar, analisar, consultar, denunciar e levar ao p\u00fablico todas as mazelas que acontecem no cotidiano em rela\u00e7\u00e3o ao meio ambiente, uma pauta que, nos \u00faltimos quatro anos, levou o Brasil a ser not\u00edcia nas p\u00e1ginas internacionais por motivos negativos. Embora a pesquisa, o estudo, o paralelo entre todos os lados do embate fa\u00e7a parte do cotidiano jornal\u00edstico, o jornalismo ambiental \u00e9 o que abra\u00e7a os profissionais com um comprometimento maior com o que denuncia. O Brasil enfrenta na atualidade uma de suas piores crises ambientais de todos os tempos, tendo sido cobrado internacionalmente por uma postura mais firme diante da destrui\u00e7\u00e3o dos seus recursos naturais. O jornalismo ambiental deve, principalmente atrav\u00e9s de profissionais especializados, cobrir os assuntos sobre meio ambiente de forma a mostrar ao p\u00fablico a verdade, sem comprometimento com grupos de interesse. Possui \u201c<em>fun\u00e7\u00e3o informativa, pedag\u00f3gica e pol\u00edtica\u201d<\/em> e \u201ctem um compromisso que se estende al\u00e9m da jornada de trabalho. Consciente e capacitado, ele ser\u00e1 militante sempre\u201d.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p>Segundo o professor e jornalista Wilson da Costa Bueno (2007),<\/p>\n<blockquote><p><em>O Jornalismo Ambiental deve propor-se pol\u00edtica, social e culturalmente engajado, porque s\u00f3 desta forma conseguir\u00e1 encontrar for\u00e7as para resistir \u00e0s investidas e press\u00f5es de governos, empresas e at\u00e9 de universidades e institutos de pesquisa, muitos deles patrocinados ou ref\u00e9ns dos grandes interesses.<\/em><\/p>\n<p><em>O Jornalismo Ambiental n\u00e3o pode comprometer-se com a isen\u00e7\u00e3o porque participa de um jogo amplo (e nada limpo) de interesses. N\u00e3o deve admitir-se ut\u00f3pico porque fundado na realidade concreta, na luta pela qualidade do solo, do ar, da \u00e1gua, da vida enfim (p. 34).<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Na mesmo dire\u00e7\u00e3o segue a professora Ilza Girardi (2012) afirmando o comprometimento do jornalismo ambiental com uma pluralidade de vozes, que devem ser ouvidas e respeitadas:<\/p>\n<blockquote><p><em>Compreendemos, deste modo, que em jornalismo ambiental tudo \u00e9 informa\u00e7\u00e3o, incluindo o pr\u00f3prio ambiente, o espa\u00e7o e as diferentes manifesta\u00e7\u00f5es que abriga. Este pressup\u00f5e uma pr\u00e1tica que, partindo do tema ecol\u00f3gico, englobe os v\u00e1rios matizes nos quais este tema se desdobra, suas diversas tematiza\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, nas quais o jornalismo fala das e deixa falar as diferentes vozes (p. 147).<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><em>\u201cVamos degradar o mais r\u00e1pido poss\u00edvel antes que mude de governo\u201d<\/em><\/p>\n<p>Essas palavras foram proferidas pela ex-presidente do Ibama Suely Ara\u00fajo a respeito do que poderia acontecer nos \u00faltimos momentos do governo Bolsonaro em entrevista ao portal <em>Brasil de Fato<\/em><a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> em fevereiro de 2022.<\/p>\n<p>O que se observa agora nos estertores do finado governo \u00e9 exatamente isso: segundo o site de not\u00edcias UOL, Bolsonaro libera explora\u00e7\u00e3o de madeira em terra ind\u00edgena, possivelmente atendendo a madeireiras. A decis\u00e3o, que entra em vigor j\u00e1 no governo Lula, poder\u00e1 ser revogada.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n<p>Durante o governo que agora chega ao fim, ao longo de quatro anos foi realizado um desmonte da pasta ambiental, atrav\u00e9s do corte de recursos, desmantelamento do pessoal t\u00e9cnico especializado, diminui\u00e7\u00e3o do poder de institutos de fiscaliza\u00e7\u00e3o e de pesquisa, corte de pessoas para fiscaliza\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do discurso anti-ambiental e de incentivo \u00e0s invas\u00f5es de terras em reservas ind\u00edgenas, apoio ao garimpo e corte de madeira ilegal. O anti ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, ficou conhecido por seu comprometimento com madeireiros ilegais e por fazer \u201cvista grossa\u201d para o corte e embarque dessa mesma madeira ilegal, acusado de envolvimento com o tr\u00e1fico internacional de madeira, fato que at\u00e9 hoje segue em aberto &#8211; e o ex ministro, investigado por tr\u00e1fico de madeira e afastado do cargo por causa das den\u00fancias, foi eleito deputado federal por S\u00e3o Paulo no pleito d 2022.<\/p>\n<p>N\u00e3o apenas no plano das a\u00e7\u00f5es, o ainda governo se dizia contra os acordos internacionais sobre clima e meio ambiente, como o Acordo de Paris, e em seus discursos na ONU e em encontros clim\u00e1ticos, como o que ocorreu nos EUA na C\u00fapula de L\u00edderes sobre o Clima, em abril de 2021, n\u00e3o se intimidava em apresentar dados falsos diante de uma plateia global que sabia exatamente as cifras da destrui\u00e7\u00e3o que ele insistia em alterar para baixo. Diante desses fatos, o Brasil esteve em meio a embara\u00e7os diplom\u00e1ticos, em uma postura de enfrentamento com lideran\u00e7as mundiais, revivendo um antigo chav\u00e3o da ditadura militar sobre a soberania nacional de que \u201ca Amaz\u00f4nia \u00e9 nossa\u201d e que, portanto, o Brasil n\u00e3o aceitaria inger\u00eancia externa sobre assunto ambientais.\u00a0 De acordo com o <em>Jornal do Campus<\/em>, durante a \u201cgest\u00e3o de Ricardo Salles [&#8230;] foi produzida, no meio ambiente, a mais dr\u00e1stica reestrutura\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os governamentais de primeiro escal\u00e3o desde o governo Collor (1990-1992).<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a> Durante o governo Bolsonaro as a\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o ambiental apareceram como um entrave para impedir o desenvolvimento da regi\u00e3o amaz\u00f4nica. Nesse sentido, em v\u00e1rios momentos chegou a colocar um evidente incentivo \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o da \u00e1rea por projetos \u201cdesenvolvimentistas\u201d. De acordo o site <em>The Intercept Brasil<\/em>, em mat\u00e9ria da revista <em>Carta Capital<\/em>, o portal teve acesso a documentos que revelavam os planos do governo em dar in\u00edcio a um plano de ocupa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o amaz\u00f4nica, incluindo as partes mais preservadas: \u201cO plano foi apresentado pela primeira vez em fevereiro deste ano [2019], quando a Secretaria-geral da Presid\u00eancia ainda estava sob o comando de Gustavo Bebbiano\u201d. Ainda segundo <em>The Intercept<\/em>, citado pela <em>Carta Capital<\/em>, \u201capesar de Bolsonaro ter se comprometido\u00a0a proteger a floresta em pronunciamento em cadeia nacional de televis\u00e3o, o projeto mostraria que a prioridade \u00e9 explorar as riquezas, fazer grandes obras e atrair novos habitantes\u201d.<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> Desde o per\u00edodo da ditadura militar n\u00e3o se colocava algo dessa natureza sobre a Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Sem verba para os Institutos ambientais e de fiscaliza\u00e7\u00e3o, com o corpo t\u00e9cnico substitu\u00eddo por membros do governo anti ambientais e sem a qualifica\u00e7\u00e3o para exercer os cargos t\u00e9cnicos especializados, todas as pol\u00edticas ambientais at\u00e9 ent\u00e3o constru\u00eddas foram abaixo. N\u00e3o s\u00f3 o desmatamento e grilagem de terras por grupos dedicados \u00e0s planta\u00e7\u00f5es extensivas de soja e cria\u00e7\u00e3o de gado aumentaram, como a puni\u00e7\u00e3o desses e outros crimes ambientais desapareceram. A certeza da impunidade ficou clara, por exemplo, com o chamado \u201cdia do fogo\u201d, em que fazendeiros, em a\u00e7\u00f5es criminosas, principalmente nas regi\u00f5es de Novo Progresso e S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu, no Par\u00e1, atearam fogo na floresta em uma atitude de apoio ao governo e sua pol\u00edtica de desmonte ambiental:<\/p>\n<blockquote><p><em>Em agosto de 2019, enquanto a Amaz\u00f4nia enfrentava n\u00fameros recordes de queimadas, um grupo de fazendeiros do Par\u00e1 decidiu organizar uma manifesta\u00e7\u00e3o criminosa em apoio \u00e0s pol\u00edticas de desmonte ambiental do Brasil: o Dia do Fogo. E os n\u00fameros, que j\u00e1 eram ruins, chegaram a n\u00edveis estratosf\u00e9ricos naquele m\u00eas. [&#8230;]\u201cMesmo com o \u201cDia do Fogo\u201d sendo amplamente noticiado na imprensa do mundo inteiro, pouco foi feito para punir os culpados. Das 207 propriedades que registraram queima em floresta nesses dois dias, apenas 5% foram autuadas.<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Diante de todo o retrocesso ocorrido em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s conquistas ambientais \u2013 lembrando que muito ainda poderia ter sido feito nos governos anteriores \u2013 o governo do ex capit\u00e3o ruiu com o que havia.<\/p>\n<p>A m\u00eddia alternativa esteve presente ao denunciar a destrui\u00e7\u00e3o do meio ambiente a partir do desmonte oficial das pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o de medidas da pasta. Em entrevista ao site <em>Brasil de Fato<\/em> em Fevereiro de 2022, a ent\u00e3o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama), a urbanista, advogada e doutora em Ci\u00eancia Pol\u00edtica<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/05\/13\/organizacoes-ambientais-repudiam-aprovacao-de-pl-do-nao-licenciamento-ambiental\">\u00a0Suely Ara\u00fajo<\/a>, relatou todo o esfor\u00e7o do ministro que ocupou a cadeira do Meio Ambiente para desmoralizar o \u00f3rg\u00e3o e substituir Ara\u00fajo.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a m\u00eddia hegem\u00f4nica n\u00e3o foi assim t\u00e3o firme nas den\u00fancias. Em um levantamento realizado sobre as mat\u00e9rias ambientais no jornal <em>Folha de S. Paulo<\/em> de janeiro a dezembro de 2021, a quest\u00e3o ambiental aparece dilu\u00edda em meio a debates econ\u00f4micos e outras editorias. O car\u00e1ter de den\u00fancia n\u00e3o surge de forma robusta diante dos abusos em rela\u00e7\u00e3o ao desmatamento, contamina\u00e7\u00e3o de \u00e1guas por merc\u00fario (garimpo ilegal) e agrot\u00f3xicos<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a><\/p>\n<p><em>O que esperar do pr\u00f3ximo governo<\/em><\/p>\n<p>Lula elegeu-se com um discurso pr\u00f3 ambiental e de defesa dos povos ind\u00edgenas. Lideran\u00e7as ambientais e organismos internacionais mostraram-se aliviados com sua elei\u00e7\u00e3o e a reuni\u00e3o da COP &#8211; 27, ocorrida em Sharm El-Sheikh, no Egito, em novembro de 2022, foi o primeiro compromisso internacional do qual participou como presidente eleito. Embora muito se tenha discutido no Encontro, o balan\u00e7o final \u00e9 de que nem tudo ser\u00e1 poss\u00edvel de ser realizado, mas o Brasil deu um passo importante ao corroborar a inten\u00e7\u00e3o de frear o desmatamento, (re) implementar as medidas s\u00f3cio ambientais, os \u00f3rg\u00e3os fiscalizadores e de combate ao desmatamento que foram desmantelados e, o mais interessante, a promessa de um Minist\u00e9rio dos Povos Origin\u00e1rios. Para o mandato que se inicia, outro fator importante foi a elei\u00e7\u00e3o para a C\u00e2mara dos Deputados de cinco ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio internacional, apesar de nem todas as a\u00e7\u00f5es esperadas na COP-27 terem sido resolvidas, pelo menos uma foi comemorada: a cria\u00e7\u00e3o de um plano para pagamentos de perdas e danos para pa\u00edses vulner\u00e1veis e j\u00e1 com preju\u00edzos causados por mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, embora sua pr\u00e1tica n\u00e3o seja imediata. Em um cen\u00e1rio em que muito se esperava, o Brasil se destacou, entre outros fatores, pela presen\u00e7a do presidente eleito Lula da Silva, que, desde sua campanha, vem se mostrando alinhado \u00e0 pauta ambiental e contra a devasta\u00e7\u00e3o de nossos principais biomas, especialmente o amaz\u00f4nico, al\u00e9m de dar relev\u00e2ncia \u00e0s popula\u00e7\u00f5es dos povos origin\u00e1rios e \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o dos seus territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>Muitos setores da sociedade comemoram a elei\u00e7\u00e3o de Lula para uma retomada das pautas sociais e ambientais, embora se saiba que quatro anos \u00e9 um per\u00edodo curto para reestruturar todo o desmonte realizado pelo finado governo. Ainda assim a partir do dia primeiro de janeiro de 2023 espera-se com otimismo o in\u00edcio de uma nova etapa para a pauta ambiental brasileira e tamb\u00e9m para o jornalismo ambiental.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Bueno, 2007, pp. 35-36.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Wilson da Costa Bueno, <em>Desenvolvimento e Meio Ambiente<\/em>, Editora UFPR, n. 15, jan.\/jun. 2007, p. 33-44.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Ilza T. Girardi, C&amp;S \u2013 S\u00e3o Bernardo do Campo, v. 34, n. 1, p. 131-152, jul.\/dez. 2012.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2022\/02\/07\/com-bolsonaro-politica-ambiental-chegou-ao-fundo-do-poco-diz-ex-presidente-do-ibama<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> https:\/\/noticias.uol.com.br\/ultimas-noticias\/rfi\/2022\/09\/29\/alta-da-destruicao-da-amazonia-reflete-liquidacao-ante-o-possivel-fim-de-governo-bolsonaro.htm<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> http:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/index.php\/2020\/11\/do-inicio-ao-fim-o-meio-ambiente-no-governo-bolsonaro\/<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> https:\/\/www.cartacapital.com.br\/politica\/documentos-revelam-plano-de-bolsonaro-para-povoar-amazonia\/ 20.09.2019.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/florestas\/dia-do-fogo-completa-um-ano-com-legado-de-impunidade\/<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Pesquisa de p\u00f3s-doutorado em fase de finaliza\u00e7\u00e3o sobre contamina\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos por agrot\u00f3xicos &#8211; <em>Jornalismo ambiental: an\u00e1lise da divulga\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica na grande m\u00eddia em dois assuntos estrat\u00e9gicos \u2013 seguran\u00e7a h\u00eddrica e agrot\u00f3xicos, <\/em>realizada no CJE\/ECA\/USP, sob a supervis\u00e3o do Prof. Dr. Luciano V. B. Maluly.<\/p>\n<p><strong>* Andr\u00e9ia Terzariol Couto \u00e9 jornalista, escritora e p\u00f3s-doutoranda na ECA-USP.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A responsabilidade social do Jornalismo ambiental O Jornalismo tem como uma de suas bases mais importantes o compromisso com o interesse p\u00fablico e no caso do Jornalismo ambiental, essa quest\u00e3o \u00e9 ainda mais intensa, uma vez que cabe a essa editoria pesquisar, analisar, consultar, denunciar e levar ao p\u00fablico todas as mazelas que acontecem no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[274],"tags":[107],"class_list":["post-1706","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-urihi","tag-meio-ambiente"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alterjor.eca.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1706","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alterjor.eca.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alterjor.eca.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alterjor.eca.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alterjor.eca.usp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1706"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/alterjor.eca.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1706\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1710,"href":"https:\/\/alterjor.eca.usp.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1706\/revisions\/1710"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alterjor.eca.usp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1706"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alterjor.eca.usp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1706"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alterjor.eca.usp.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1706"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}