{"id":3132,"date":"2026-02-03T09:25:11","date_gmt":"2026-02-03T12:25:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.usp.br\/alterjor\/?p=3132"},"modified":"2026-02-11T17:28:15","modified_gmt":"2026-02-11T20:28:15","slug":"entrevista-enio-moraes-junior-reflexoes-sobre-a-docencia-em-jornalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alterjor.eca.usp.br\/?p=3132","title":{"rendered":"Entrevista \u201cEnio Moraes J\u00fanior\u201d: Reflex\u00f5es sobre a doc\u00eancia em jornalismo"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3133 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.usp.br\/alterjor\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/enio3.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"188\" \/><\/p><\/blockquote>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o do jornalista \u00e9 um assunto sempre presente no universo profissional e acad\u00eamico, seja nos congressos, nas salas de aula e nas reda\u00e7\u00f5es. Dentre as principais quest\u00f5es, revelam-se a defesa da \u00e9tica, da cidadania e do interesse p\u00fablico como caracter\u00edsticas intr\u00ednsecas ao fazer jornal\u00edstico, assim como o alerta e a adapta\u00e7\u00e3o diante das constantes transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e dos modelos de gerir e produzir \u201cconte\u00fados\u201d. Uma miss\u00e3o \u00e1rdua para os professores dos cursos de comunica\u00e7\u00e3o, especialmente os de jornalismo que, da mesma forma, necessitam estar preparados para desafios, como as mudan\u00e7as curriculares, os passaralhos, a aus\u00eancia de investimento nas faculdades, a decl\u00ednio dos impressos (entre eles, os jornais-laborat\u00f3rios), entre outros fatores que interferem na profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2011, o ent\u00e3o professor do Curso de Jornalismo e do Mestrado Profissional em Produ\u00e7\u00e3o Jornal\u00edstica e Mercado da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM\/SP), Enio Moraes J\u00fanior (1968-2025) conhecia o universo tanto das faculdades p\u00fablicas, como das privadas. Foi docente na Universidade Federal de Sergipe (UFS) e nas Faculdades Integradas Alc\u00e2ntara Machado(FIAM), al\u00e9m de pesquisador na Escola de Comunica\u00e7\u00f5es e Artes (ECA) da Universidade de S\u00e3o Paulo e na Universidade do Minho, em Braga (Portugal), entre outras.<\/p>\n<p>Nessa entrevista concedida a Luciano Victor Barros Maluly e publicada pela Revista Comunica\u00e7\u00e3o, Cultura e Sociedade, em 2011, o autor do livro <em>Forma\u00e7\u00e3o de Jornalistas: elementos para uma pedagogia de ensino do interesse p\u00fablico <\/em>(Editora Annablume, 2013) apontou caminhos ao jornalismo pelo olhar do docente preocupado n\u00e3o s\u00f3 com os seus alunos, mas tamb\u00e9m com o futuro de um dos mais nobres (e atualmente criticados)of\u00edcios da hist\u00f3ria da humanidade.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>ENTREVISTA<\/em><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Quais foram as causas que o fizeram despertar para um assunto t\u00e3o divergente que \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o em jornalismo? <\/strong><\/p>\n<p><em>ENIO MORAES JUNIOR: <\/em>Quando eu despertei para a forma\u00e7\u00e3o de jornalistas como objeto de estudo, eu n\u00e3o partia de uma diverg\u00eancia, mas de uma certeza. A certeza de que a forma\u00e7\u00e3o \u00e9, sim, um requisito coerente para o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o. E nos meus estudos, nas minhas pesquisas de mestrado e doutorado, minha preocupa\u00e7\u00e3o sempre foi entender qual o melhor caminho para formar jornalistas a servi\u00e7o daquilo que justifica historicamente a profiss\u00e3o: o compromisso com a democracia, com o cidad\u00e3o. A mim, interessa profundamente a dimens\u00e3o pol\u00edtica da forma\u00e7\u00e3o e da atua\u00e7\u00e3o desse profissional. O jornalista \u00e9 um sujeito que tem em suas m\u00e3os um poder muito importante, o poder da transforma\u00e7\u00e3o. Ser jornalista \u00e9 saber entender e acolher, em cada sociedade e em cada \u00e9poca, aquilo que ela \u00e9; aquilo que ela tem, potencialmente, de melhor, e devolver-lhe caminhos para que ela possa transformar-se e ser melhor ainda. A hist\u00f3ria do jornalismo \u00e9 a hist\u00f3ria de uma luta nobre e digna em defesa dos direitos humanos, contra o machismo, o racismo, a homofobia e contra formas de preconceito. Por conta disso, formar jornalistas \u00e9 um compromisso muito s\u00e9rio e que me chama aten\u00e7\u00e3o. O jornalista, assim como o professor, \u00e9 um potencializador do que de melhor h\u00e1 no outro. Por isso, minha paix\u00e3o pelo jornalismo, pelo ensino do jornalismo e pela forma\u00e7\u00e3o de jornalistas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Poderia explicar de que forma as suas pesquisas discutem quest\u00f5es necess\u00e1rias e intr\u00ednsecas ao jornalismo, como a cidadania e o interesse p\u00fablico? <\/strong><\/p>\n<p><em>ENIO MORAES JUNIOR: <\/em>Falar da cidadania e do interesse p\u00fablico \u00e9 falar dos direitos humanos, do respeito ao pr\u00f3ximo. O ponto de partida para a discuss\u00e3o dessas quest\u00f5es, em meus estudos, tanto no mestrado como no doutorado, e em projetos que tenho empreendido junto a grupos de pesquisa, tem sido a ideia de que o jornalismo toma, em sua produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria, bem como na forma\u00e7\u00e3o dos seus profissionais, um \u00fanico partido: o do ser humano. Dessa forma, a pr\u00e1tica da profiss\u00e3o, assim como o processo formativo desses indiv\u00edduos, tem como dimens\u00e3o essencial a cidadania; o potencial de cada indiv\u00edduo para construir um mundo melhor para si e para o outro. E a fo\u00e7a motriz para isso \u00e9 o interesse p\u00fablico que permeia a a\u00e7\u00e3o do jornalista. Uma fil\u00f3sofa de quem gosto muito, Hanna Arendt, colocava a condi\u00e7\u00e3o humana como estabelecida pela a\u00e7\u00e3o de cada indiv\u00edduo como fundamentada n\u00e3o apenas em si mesmo, mas tamb\u00e9m no outro. Nesse sentido, eu entendo que a a\u00e7\u00e3o de interesse p\u00fablico, por parte do jornalista, seja ao optar por uma determinada pauta ou ao procurar ouvir os diferentes lados de uma mesma quest\u00e3o, como uma a\u00e7\u00e3o potencializadora da cidadania. Afinal, a partir do momento em que temos um cidad\u00e3o melhor informado, temos tamb\u00e9m um cidad\u00e3o mais preparado para lutar e assegurar sua cidadania, bem como para replicar esse dever e esse direito na sociedade onde ele vive.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 um debate constante sobre a doc\u00eancia em jornalismo, com alguns grupos defendendo os acad\u00eamicos e outros os profissionais em sala de aula. Como ambos poder\u00e3o contribuir para a forma\u00e7\u00e3o dos futuros jornalistas?<\/strong><\/p>\n<p><em>ENIO MORAES JUNIOR: <\/em>A minha vis\u00e3o de jornalismo e de forma\u00e7\u00e3o, sedimentada muito mais em um sentido do que deve ser, sempre, o jornalismo, e menos em uma experi\u00eancia de \u201cch\u00e3o de f\u00e1brica\u201d, \u00e9 uma. E \u00e9 excelente que ela n\u00e3o seja a \u00fanica. H\u00e1 colegas que trazem exatamente outra abordagem. E quanto mais refer\u00eancias da profiss\u00e3o e da sua constru\u00e7\u00e3o os alunos receberem, no espa\u00e7o da escola, durante a forma\u00e7\u00e3o, melhores jornalistas eles ser\u00e3o e mais a servi\u00e7o da democracia eles estar\u00e3o. Por isso, penso que os professores, com seus diferentes e at\u00e9 divergentes perfis, devem ser parceiros. \u00c9 cada vez mais dif\u00edcil, nas escolas de jornalismo, encontrar-se um docente com perfil 50% acad\u00eamico e 50% de reda\u00e7\u00e3o. Eles s\u00e3o raros, mas existem, e s\u00e3o bem-vindos. Entretanto, o mais comum \u00e9 que em algum momento da vida os profissionais optem por um caminho ou por outro. Dessa forma, o que eu entendo ser ideal para as faculdades \u00e9 que se tenha em seus quadros, os dois perfis profissionais trabalhando de forma integrada. Ali\u00e1s, vejo a produ\u00e7\u00e3o laboratorial conduzida por esses dois tipos de professores como riqu\u00edssima para o aprendizado do aluno. Penso que j\u00e1 n\u00e3o se pode mais trabalhar em cima do velho paradigma forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica <em>versus <\/em>forma\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica. Cada vez mais as coisas t\u00eam que estar articuladas, como sugerem, inclusive, as novas Diretrizes para a forma\u00e7\u00e3o de jornalistas. Nesse sentido, se pensarmos em uma escola que valorize pr\u00e1tica e teoria andando juntas, poderemos ter diferentes professores realizando um trabalho muito mais rico para o aluno, e o estudante poder\u00e1 entender que teoria n\u00e3o \u00e9 algo que serve a um determinado fim e a pr\u00e1tica, a outro. O formando ser\u00e1 colocado em uma engrenagem de produ\u00e7\u00e3o da not\u00edcia em que entender\u00e1 que as duas coisas caminham juntas, que elas s\u00e3o inseparavelmente uma mesma coisa. E ele s\u00f3 tem a ganhar com isso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Diversas vezes conversarmos sobre a sua prepara\u00e7\u00e3o para a doc\u00eancia em jornalismo. Diante da quest\u00e3o anterior, o que o professor precisa privilegiar em sua forma\u00e7\u00e3o? <\/strong><\/p>\n<p><em>ENIO MORAES JUNIOR: <\/em>A pergunta que voc\u00ea me faz j\u00e1 tem, em si, a melhor das respostas. O professor, seja em qualquer \u00e1rea, n\u00e3o apenas no jornalismo, precisa privilegiar cada vez mais a sua forma\u00e7\u00e3o docente. Nunca vi sentido nos relatos sobre professores de jornalismo que, indignados com a produ\u00e7\u00e3o de alguns de seus alunos, rasgavam laudas ou quebravam m\u00e1quinas de escrever em sala de aula. Penso que avan\u00e7amos para um n\u00edvel de compreens\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o dentro de algo mais centrado naquilo que \u00e9 o estudante; naquilo que ele traz para o processo educativo; em algo que o convida a participar do processo educativo, como poderiam dizer Carl Rogers ou John Dewey. Por isso, penso que o professor de jornalismo tem que saber ensinar, precisa fazer cursos de aprimoramento em did\u00e1tica do ensino superior. Mas h\u00e1 outro elemento muito importante: a dimens\u00e3o pol\u00edtica do jornalismo precisa ser, sempre, valorizada na forma\u00e7\u00e3o do jornalista \u2013como em qualquer forma de educa\u00e7\u00e3o, como diria Paulo Freire. Em tempos como os de hoje, especialmente no Brasil, onde quest\u00f5es ligadas \u00e0 intoler\u00e2ncia tem me preocupado bastante. Vivemos em um pa\u00eds onde vez por outra aparecem casos de desrespeito ao outro, tanto por parte de l\u00edderes religiosos e pol\u00edticos, como tamb\u00e9m de cidad\u00e3os que ocupam os palanques <em>online<\/em>. \u00c9 preciso que o professor de jornalismo n\u00e3o perca de vista a dimens\u00e3o pol\u00edtica da sua profiss\u00e3o. A minha pesquisa de metrado, que conclui h\u00e1 quase dez anos, na USP, com orienta\u00e7\u00e3o do professor Jos\u00e9 Coelho Sobrinho, revelou que o aluno de jornalismo, durante a sua forma\u00e7\u00e3o, aprende cidadania sobretudo com o exemplo dado pelo professor, em sala de aula. Ou seja: cidadania tamb\u00e9m se aprende na escola, mas n\u00e3o apenas por meio dos conte\u00fados curriculares, mas, inclusive, por meio da dimens\u00e3o humana, do contato professor\u2013aluno. S\u00f3 um bom cidad\u00e3o consegue ser um bom professor. Isso idealismo? Sim. \u00c9 por isso que a educa\u00e7\u00e3o constr\u00f3i um bem que s\u00f3 se materializa no futuro, num futuro sempre por vir. Provocar cada cidad\u00e3o para acreditar e construir um futuro melhor deve ser a busca mais incessante de quem se prop\u00f5e a ensinar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Seguindo na quest\u00e3o docente, quais s\u00e3o os principais atributos para se ministrar um curso de qualidade em jornalismo? <\/strong><\/p>\n<p><em>ENIO MORAES JUNIOR: <\/em>Eu aqui vou retomar a resposta anterior e acrescentar que o professor tem que ser congruente. A ideia de congru\u00eancia vem de Carl Rogers. Ser congruente significa ser coerente. N\u00e3o tem sentido eu ser professor, falar todo o tempo a respeito de um jornalismo cidad\u00e3o e de interesse p\u00fablico, de um jornalismo a servi\u00e7o da democracia, se eu n\u00e3o tenho um comportamento democr\u00e1tico em sala de aula. Se eu n\u00e3o sou capaz de, com as minhas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas, educar, dificilmente serei capaz de educar com os conte\u00fados que ministro. E o aluno percebe isso. Eu gosto muito da forma como a cultura oriental aborda a figura do mestre. N\u00e3o se trata de algu\u00e9m que est\u00e1 apenas \u00e0 frente, na sala de aula, ministrando \u201cconte\u00fados\u201d. \u00c9 algo mais completo, mais complexo, quase uma filosofia devida, uma forma de ser. Isso fica claro, inclusive, nos filmes sobre artes marciais. Nesse sentido, esse compromisso com a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para qualquer professor. No caso espec\u00edfico do professor do jornalismo, penso que entender a complexidade do mundo contempor\u00e2neo, transportando cada acontecimento global para o local, \u00e9 tamb\u00e9m fundamental. Afinal de contas, o jornalismo deixou de preocupar-se com a cidade e a repercutir os fatos do mundo j\u00e1 faz tempo&#8230; O que nos dizem respeito a crise da economia grega e os conflitos na S\u00edria? O que tem a ver com os estudantes de jornalismo de S\u00e3o Paulo o trabalho escravo que ocorre nos bairros perif\u00e9ricos da cidade? Ponderar sobre esse tipo de quest\u00e3o, paut\u00e1-las e report\u00e1-las no notici\u00e1rio \u00e9 dever do jornalista. Por conta disso, penso que uma forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e geopol\u00edtica \u00e9 cada vez mais uma forma\u00e7\u00e3o que diz respeito ao professor e ao aluno de jornalismo. Mas n\u00e3o reside nessas quest\u00f5es a valoriza\u00e7\u00e3o do jornalismo e do seu ensino. Acho que temos tamb\u00e9m levar em conta a responsabilidade dos governos e das escolas nesse processo. Embora eu ache que j\u00e1 estivemos mais distantes disso, ainda n\u00e3o somos a p\u00e1tria educadora que dever\u00edamos ser. A educa\u00e7\u00e3o e o professor precisam ser efetivamente respeitados. Essa \u00e9 base de qualquer governo que se pretenda e que se diga s\u00e9rio. Se \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o que nos move para o futuro, sem ela n\u00e3o h\u00e1 planos, n\u00e3o h\u00e1 como ter projetos, n\u00e3o h\u00e1 como garantir o que seremos amanh\u00e3.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por fim, o que procura transmitir aos seus alunos?<\/strong><\/p>\n<p><em>ENIO MORAES JUNIOR: <\/em>Ser professor n\u00e3o \u00e9 simplesmente estar com os alunos, todos os dias, em sala de aula. \u00c9 \u201cencontrar-se\u201d com cada um, um \u201cencontro\u201d assim mesmo, entre aspas. Isso \u00e9 que deveria ser a verdadeira educa\u00e7\u00e3o. Vin\u00edcius de Moraes dizia que, ao longo da vida, a gente n\u00e3o faz amigos, mas a gente os reconhece. Parodiando-o, eu diria que o professor tem que aprender a reconhecer seu aluno, perceber que com o aluno a gente n\u00e3o est\u00e1, a gente \u201cse encontra\u201d em um espa\u00e7o onde h\u00e1 quase que um acordo pressuposto, pr\u00e9-estabelecido, de boa vontade. E esse acordo pressup\u00f5e que o trabalho do professor n\u00e3o \u00e9 ensinar, mas oferecer ao aluno elementos para que ele seja capaz de aprender e de amadurecer para a vida. No meu caso, procuro transmitir aos meus alunos seguran\u00e7a para enfrentar os desafios da profiss\u00e3o e at\u00e9 mesmo da vida. H\u00e1 algumas m\u00e1ximas que costumo usar em sala de aula. Uma delas, que costumo repetir nos primeiros encontros, \u00e9 que n\u00e3o estou ali para dar respostas, mas para provocar perguntas que eles mesmos ter\u00e3o que responder e para as quais eu procurarei apenas mostrar caminhos. Acho que o professor tem que ser um mobilizador astucioso que \u201cencontra-se\u201d com o aluno que est\u00e1 \u00e0 sua frente e lhe fornece instrumentos para que ele, eventualmente, seja o melhor agente poss\u00edvel em favor dos seres humanos. Nesse sentido, o que eu mais procuro transmitir aos meus alunos \u00e9 um sentimento de seguran\u00e7a e bem-estar diante de um mundo em que nada est\u00e1 pronto e que tudo est\u00e1 e estar\u00e1,\u00a0 sempre, por fazer, e que parte desse fazer est\u00e1 nas m\u00e3os deles.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>DISPON\u00cdVEL EM:<\/em><\/strong> https:\/\/periodicos.unemat.br\/index.php\/ccs\/article\/view\/1276 Acesso em 3 de fevereiro de 2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A forma\u00e7\u00e3o do jornalista \u00e9 um assunto sempre presente no universo profissional e acad\u00eamico, seja nos congressos, nas salas de aula e nas reda\u00e7\u00f5es. 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